Não há duvidas de que o Brasil seja o país do futebol. Quando se trata desse esporte todo brasileiro tem um pouco de técnico: dá palpite, xinga, diz o que está bom e o que não está e etc. E aqui no estado do Ceará as coisas não são muito diferentes. Os cearenses amam futebol, porém a cobertura cearense esportiva ainda carece de muitas melhorias. Segundo, Bruno Formiga, jornalista esportivo do caderno Gol do jornal O Povo um dos grandes problemas da cobertura esportiva local é que ela ainda depende muito do rádio “Nossa cultura está muito atrelada a ele, o que transforma principalmente a TV, numa filial radiofônica”. Bruno acredita também que falta mais formação dos profissionais, não na questão de formação universitária, mas, formação cultural diferenciada, através da internet e da TV a cabo. Para ele os profissionais mais jovens levam vantagem em relação aos jornalistas mais antigos exatamente por isso “os nossos profissionais são antigos e quase todos sem formação nenhuma, eles tem uma relação de muita intimidade com os clubes e sem nenhum senso crítico”. De acordo com Bruno é como se a paixão pelo clube do coração falasse mais alto que a imparcialidade exigida pela profissão “jornalismo precisa tocar nas feridas e não ficar passando a mão e rasgando elogios”. Para que a cobertura da mídia esportiva cearense melhore, Bruno acredita que as empresas jornalísticas precisam exigir mais a formação dos profissionais, financiarem cursos de línguas e extensão e estimular a leitura e os debates de uma maneira mais parecida com a cobertura esportiva nacional, para ele, isso dará a imprensa esportiva do nosso estado um olhar mais amplo sem, é claro, deixar de destacar os acontecimentos esportivos da nossa terra.
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